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MIM (Museu do Instrumento Musical)

São oito mil instrumentos musicais de todo o mundo.

Num edifício destinado desde 2010 à exibição desta espantosa colecção, cada continente e cada país tem um espaço dedicado, com os instrumentos característicos de cada um, expostos. Há violas, violinos, guitarras, alaúdes, flautas, gaitas e ocarinas. Há xilofones e maquinetas de que imediatamente esquecemos o nome. Uns são rústicos, tipo flintstones, outros obras primas de marqueterie. No centro da exibição um ecrã de televisão mostra os mesmos instrumentos tocados pelos indígenas locais (da Noruega ao Burkina-Faso). A banda sonora é transmitida aos auscultadores estéreo que usamos permanentemente nas nossas deambulações pelo museu. Ao chegarmos perto do stand em que estamos interessados, o som original do vídeo é captado pelos auscultadores.

E subitamente, o espectáculo da música acontece. O uso prático de cada instrumento no ecrã dá vida aos que pendem da parede, belíssimos e silenciosos.

São cento e cinquenta países. Um dia inteiro passa num ápice.

E ainda por cima o restaurante da casa é excelente, uma qualidade inesperada nos EUA.

Venho muitas vezes ao MIM. Vale bem os cento e cinquenta quilómetros entre Tucson e Phoenix.

E cumpro também a rotina de me ir queixar à gerência, por não terem incluído o Carlos Paredes no pequeno documentário dedicado à música instrumental portuguesa.

Preencho o formulário das reclamações e regresso a casa.

Jose Luís Vaz Carneiro
Setembro, 2023

Fotos de José Luís Vaz Carneiro

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Escrito por

Curso em Medicina FML 1975.  Clínica Geral em África, 3 anos. Residência em Medicina EUA, Mount Sinai School of Medicine, Board certified. Hospitalista por 20 anos em hospitais dos EUA, reformado. Professor Agregado de Medicina, ano lectivo 1998 Yale University. Curso de Finanças e Banca Prof Perry Mehrling. Hobbies~Guitarra Clássica, Economia, História, Arte, etc

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