De A a Z, tudo se pode fazer DE OUTRA MANEIRA...

A meta não foi o ponto de partida. Por isso, o resultado foi tão surpreendente. Alinho sempre com os sonhos do meu marido. Quando desta vez me perguntou: “que tal irmos ver as motas em Bonneville? tenho a certeza que os meus olhos mostraram espanto. Quando ainda estudava medicina, atravessei de costa a costa e de volta à costa de partida, os EUA, nos famosos Greyhound bus. Ao sair de Salt Lake City no estado de Utah, deparei-me com a extensa beleza dos lagos de sal secos.

Bonneville Salt Flats

Uma seta azul-escuro traçada em espuma de leite; papel de embrulho debruando o céu azul; o halo anil-quase-branco do homem-insecto em fuga livre; luzes que se mexem como estrelas no ultramarino da noite – vastidão tracejada de um universo intocável e distante mas, finalmente, mensurável. Cada vez que um record é atingido, o que antes era indeterminado, passa a ter direção. No momento da vitória, por meio de uma máquina, congela-se o espaço, para-se o tempo. Arquivado numa medição/mediação, o movimento incerto da mota vira traço sólido no tempo, esculpido no mundo para lá das incertezas da consciência humana…

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João de Pina Cabral


SUGESTÕES

Yvette Centeno

Algol / Sinais

Estes poemas foram escritos na década de 70, durante um verão no Algarve em que as praias eram praias, os pinhais eram pinhais, e nas açoteias das casas, à noite, se podiam ler as estrelas e os seus sinais.

2017, Edição de Autor (reedição)

Autores

Minnie FreudenthalIsabel AlmasquéAntónio Barros VelosoJoão Pina CabralYvette CentenoEliane PerinJosé Luis Vaz CarneiroCristina GonçalvesRui Barreto